O amor que guardei para mim

O que é estar em paz

Publicado em 03/06/2016, às 17h32 | Atualizado em 07/06/2016, às 06h04

Por Malu Silveira

Em certo momento da vida, é preciso perceber que não somos obrigados. A nada. Nada que nos faz mal, nos consome, nos destrói ou nos humilha / Foto: Free Images

Em certo momento da vida, é preciso perceber que não somos obrigados. A nada. Nada que nos faz mal, nos consome, nos destrói ou nos humilha Foto: Free Images


Dia desses passei por uma situação extremamente desconfortável. Daqueles momentos em que você procura um buraco para se enfiar, um táxi para chamar ou alguém para abraçar. Por um instante, me forcei a ficar e encarar algo que realmente não me fazia bem. Mas, que sorte a nossa essa que é termos amigos. Uma amiga me olhou e disse: "vamos sair daqui?". "Bora". E, pronto, fomos. 

Ao contar a história para outras pessoas, nos recriminaram. Pelas regras da etiqueta, deveríamos ter ficado. Ora, mas você deve encarar. Deveria ter enfrentado. Seja superior. Enfrente, supere.  

Esse é o problema. É muita gente apontando as melhores saídas para as questões do nosso coração. Mas, em certo momento da vida, é preciso perceber que não somos obrigados a nada. Nada que nos faz mal, nos consome, nos destrói ou nos humilha. Andando ou correndo, que saibamos sempre o momento certo de partir, sem dar a oportunidade que nos maltratem. 

» Outros textos em O amor que guardei para mim

Eis outro problema. Nos obrigam a aceitar joguinhos, dançar conforme a música, baixar a cabeça para atitudes que só nos colocam para baixo. Somos quase que coagidos a ignorar maus tratos, compreender o egoísmo alheio e aturar a imaturidade do próximo. 

Pelos outros, nos anulamos muitas vezes. É como não saber o que é felicidade de verdade

O maior problema de todos, no entanto, é que, pelos outros, tantas e tantas vezes nos anulamos. Temos que falar com quem não nos faz bem, temos que cumprimentar quem nada nos acrescenta e precisamos engolir um monte de sapos só para satisfazer a sociedade. É como não saber o que é felicidade de verdade. Viver se arrastando e não conseguir dizer como se sente de verdade. Como se os outros tivessem uma enorme capacidade de nos fazer perder a voz. 

Mas o bom de momentos como esse é que eles nos ensinam que, acredite, não precisamos provar nada para ninguém. E quando nós aprendemos que, sinceramente, não somos obrigados, sabemos de verdade o que é estar em paz. 

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

O amor que guardei para mim Malu Silveira é jornalista. Uma garota de palavras e que adora frases de efeito. Escreve para tentar entender a vida e esse tal do amor. Outros textos em www.oamorqueguardeiparamim.com.br. maluspmelo@gmail.com

COMENTE ESTA MATÉRIA

Nome:
E-mail
Mensagem

O comentário é de total responsabilidade do internauta que o inseriu. O NE10 reserva-se o direito de não publicar mensagens com palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa.

Vitrine NE10
Vitrine NE10
Fechar vídeo