O amor que guardei para mim

Que maravilhoso seria viver o espírito natalino todo dia

Publicado em 21/12/2017, às 08h10 | Atualizado em 21/12/2017, às 08h10

Por Malu Silveira

Que maravilhoso um mundo onde o espírito natalino invadisse as nossas casas todo santo dia / Foto: Pixabay

Que maravilhoso um mundo onde o espírito natalino invadisse as nossas casas todo santo dia Foto: Pixabay

Chegou o fim de ano. Eis que cada cantinho das nossas comunidades se enche de uma espécie de aura mágica, envolvendo tudo e todos com uma solidariedade impossível de explicar. Somos embalados carinhosamente por uma atmosfera encantadora, capaz até de transformar os insensíveis nas pessoas mais emotivas da Terra, quiçá os mais fofos entre todos os habitantes dos planetas do Universo. Sim, ele mesmo, o espírito natalino.

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Que esplêndido seria se o carregássemos conosco durante todo o ano. Quem sabe assim as pessoas não seriam tão cruéis umas com as outras. Dessa forma, pensaríamos mais nos outros e não machucaríamos os próximos por tão pouco. Teríamos um tantinho de cuidado com quem nos ama e nos colocaríamos em situações que, por mais que nos pareça irrelevantes, ferem os sentimentos alheios.

Que bonito seria se fôssemos tão afetuosos com os outros ao longo das centenas de dias que antecedem esse período místico que parece mexer com tanta gente. Então não teríamos tantas pessoas despedaçadas no término desses ciclos, sem saber em que se agarrar para enfrentar os próximos doze meses que se aproximam.

Que maravilhoso um mundo onde o espírito natalino invadisse as nossas casas todo santo dia. Para que parássemos de ser rudes com nossos familiares, estúpidos com nossos amigos, arrogantes com nossos funcionários, indiferentes com aqueles que mais precisam de amor e carinho.

Que extraordinário seria se essa magia do Natal tomasse a tudo e a todos como uma onda amena e nos envolvesse por todo o ano. Podia vir até em forma de gripe. Que contaminasse cada um de nós. Faríamos questão de correr atrás desse vírus. E nem iríamos querer tomar remédio.

Seria inerente a cada ser humano. Ninguém ia precisar esperar o fim do ano para ser bom com o próximo. Seríamos bacanas porque foi assim que nos ensinaram. Não precisaríamos esperar dezembro chegar para ser uma pessoa do bem. Seríamos em cada segundo dos nossos dias, simplesmente porque é dessa forma que entendemos que o mundo vai pra frente.

É, parece que esse tal do espírito natalino não grudou em todo mundo não.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

O amor que guardei para mim Malu Silveira é jornalista. Uma garota de palavras e que adora frases de efeito. Escreve para tentar entender a vida e esse tal do amor. Outros textos em www.oamorqueguardeiparamim.com.br. maluspmelo@gmail.com

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